quinta-feira, 5 de agosto de 2010



LUZ




É na noite que teu corpo guarda
o ouro mais fundo de mim
entre pequenas vielas de penugens
nas encostas perigosas das tuas intimidades.

É na noite que os lençóis guardam
teu cheiro molhado sem pudores
que me conduzem a caminhos sagrados
percorridos sempre de olhos vendados.

Pois que a ti cabe levar o farol,
a lâmpada e a luz da ternura
no suave roçar dos teus seios
quando amanheces meus dias.

1 comentários:

Liebe Lima disse...

Olá Jeanne,

Que belo poema...que belo canto.
É assim de canto e encanto é que agente espalha beleza...

Um beijo grande,

Liebe