sexta-feira, 18 de novembro de 2011

GOZO






Ao cair da tarde
tenho um rosto antigo

As estacas do tempo
cravadas na tarde
ardem voluptuosas
na lisura das ancas
no limo dos ossos
na ânsia do gozo.

no dentro e no fora
no fora e no dentro
sem muita demora
enquanto devoras
minha carne-unguento.

3 comentários:

Gil Façanha disse...

Concordo com o que disse nosso amigo Ciro José. Seu poema é maravilhosamente SENSUAL. De muito bom gosto. Feliz em conhecer teu espaço. Forte abraço.

Gil Façanha disse...

Ah! Jeane, só uma coincidência... Também sou geminiana..rs. Quis dizer isso porque gosto muito desse signo com todas as suas qualidades e defeitos. bjs.

Jeanne Araujo disse...

Oi Gil, bem vinda a este espaço de dizer coisas com o coração. Volte sempre viu?