
A palavra vem do meio do silêncio, quente e limpa como o choro.
O choro vem mais de dentro, onde as palavras não tem nenhum sentido.
O choro e a palavra complementam-se no espaço que não pode ser visto
porque não se vê enquanto se chora
e não se fala enquanto não se vê.
A palavra arrebenta o incomunicável.
O choro arrebenta o indecifrável.
O choro cala. A palavra silencia.
Nem tudo é tocável.