domingo, 6 de setembro de 2009

CANTARES VII

VII

Por mais que eu te diga concha, água, âncora
Não me escutas.
Desmanchada pelos vendavais
Contemplo minha herança em sobressalto
E retraio-me ante tanta escuridão.
Depois, há o tempo
Refazendo os caminhos
Com meus próprios medos.
Cansa-me o gesto repetido
Tua canção antiga
E a solidão alheia.
Sou minha própria inquisição.

4 comentários:

Moacy Cirne disse...

Sua poesia:
concha
água
âncora.
E o olhar preciso.
E o gesto decisivo.


Beijos.

BAR DO BARDO disse...

... mais um golpe na boca d'alma!

Moacy Cirne disse...

Você e o Balaio,
o Balaio e você.

Hoje. E sempre.

Beijos.

Nydia Bonetti disse...

Encontrei tua poesia no balaio e gostei demais, Jeanne. Volto com certeza. Bjs.